Compositor: Não Disponível
Resolvi o enigma dos seus lábios
Acertei o refrão dos seus olhos
Fiz-me de mágico fazendo truques de iniciante
Fiz-me de bobo fazendo coisas de criança
Resolvi o enigma dos seus lábios
Deixei-me vencer à força de promessas
Ao te beijar, vieram os efeitos colaterais
Com as cartas sobre a mesa
Não me pergunte por quê, eu sei que isso se nota
Você é como o primeiro beijo, quando chega me faz corar
Coloquei um balanço na meia-Lua da sua boca
Para aproveitar o céu dos seus ataques de riso
Por um amor que seja como um jogo de crianças
Um castelo de areia que escolhemos para nos unir
Que bonita a inocência e o carinho
Acho que o destino já nos fez um aceno
Entrelaçemos os dedos quando lançarmos os dados
E se algum medo aparecer, nós dois o carregamos
Amemos sem preconceitos, mesmo que julguem o que amamos
Continuaremos sendo crianças sempre que quisermos
Que cada beijo seja um escorregador de cócegas
Saltemos na lama até rasgar os tênis
Desafiemos os sonhos numa brincadeira de pega-pega
E deixe que, enquanto ganham impulso
Sigo aqui saboreando suas manias
E as segundas-feiras do diário nem sei onde deveriam estar
Despenteando o calendário
Com noites mais do que frias
Sigo aqui no meio da avenida
Onde o vento e seus cílios
Com a alma em pedaços
Com perfumes de manhã
Entre a sua boca e a minha vida
Vejo, vejo, diga o que vê?
Um cisne apaixonado brincando de estátua
Uma corda de sonhos debaixo dos nossos pés
E um beijo de olhos fechados que não sabe contar até três
Como duas crianças, vamos brincar de amarelinha
Saltaremos juntos os vazios que nos machucam
A galininha não era quem estava cega
Cego é o amor quando você chega
Sou o brinquedo de lego que se agarrou ao passado
Para que o tempo seja apenas peças de você
Quando a bola do jogo se sentir livre em suas mãos
Saberei que o jogo acabou e que eu não perdi
Que eu te amo assim, pertinho de todas as minhas distâncias
Como dois adultos que beijam as próprias infâncias
Somos presente e nostalgia
Dois ramos fazendo magia
E o amor é como um jogo de crianças
Você se levanta e tropeça
E volta a se levantar
Sempre com a cabeça firme
Com a vontade sempre prestes a explodir
Sigo aqui saboreando suas manias
E as segundas-feiras do diário nem sei onde deveriam estar
Despenteando o calendário
Com noites mais do que frias
Sigo aqui no meio da avenida
Onde o vento e seus cílios
Com a alma em pedaços
Com perfumes de manhã
Entre a sua boca e a minha vida
Entre a sua boca e a minha vida